Campbelltown, oeste de Sydney, 6 de novembro de 2025 — Em um cenário no qual as oportunidades para artistas independentes desenvolverem obras de longa duração encolheram de maneira notável, o Campbelltown Arts Centre apresentou MSTM, projeto que une os criadores Martin del Amo, Sue Healey, Tra Mi Dinh e a artista identificada apenas como Christie. Comissionada pela própria instituição, a estreia foi descrita como “oportuna e discretamente desafiadora”, qualificativo que aponta para a relevância da iniciativa dentro da dança australiana contemporânea.
Segundo o centro de artes, o conceito de “colaboração como conversa” orientou toda a concepção do trabalho. A proposta partiu do encontro entre quatro vozes distintas, convidadas a dividir ideias, processos e autorias em busca de uma criação conjunta. O resultado, batizado de MSTM, surgiu justamente no momento em que mecanismos de apoio a produções de fôlego vêm se tornando mais raros no país, fator que acentua o caráter singular do convite feito pela casa cultural de Campbelltown.
A apresentação de 6 de novembro marcou o primeiro contato do público com a peça completa. Embora detalhes formais não tenham sido divulgados, o Campbelltown Arts Centre destaca que a obra dialoga diretamente com as dificuldades enfrentadas pelo setor independente, oferecendo ao mesmo tempo espaço, tempo e visibilidade para pesquisadores da dança que, em muitos casos, têm encontrado barreiras para viabilizar criações extensas.
Além de abrigar o espetáculo, a instituição foi responsável por todo o suporte de produção, reforçando seu papel de incubadora de projetos autorais na região oeste de Sydney. Esse aporte logístico e financeiro tornou possível o encontro prolongado dos quatro coreógrafos, permitindo que o processo se desenvolvesse sem as limitações normalmente impostas por prazos reduzidos ou recursos escassos.
Imagem: Internet
A fotografia oficial do trabalho, assinada por Nat Cartney, registra uma cena de MSTM no palco da casa e sintetiza o espírito coletivo que guia a obra. Para os organizadores, o espetáculo representa não apenas a reunião de trajetórias distintas, mas também uma declaração sobre a importância de manter vivas as plataformas que sustentam a produção coreográfica independente na Austrália.
Com informações de Dancemagazine.com.au
