Melbourne (AUS) – A companhia Na Djinang Circus apresenta “Of the Land on Which We Meet” no Arts Centre Melbourne de 31 de outubro a 1º de novembro, dando continuidade ao interesse de público e crítica pelo grupo de circo e teatro físico fundado por Harley Mann.
Mann, artista e guardião cultural da companhia sediada em Naarm/Melbourne, explica que o trabalho investiga a prática de reconhecer a terra tradicional antes de eventos: “Perguntamos se é mais ofensivo não fazê-lo e lembramos que muitas pessoas não sabem pronunciar corretamente o nome do país”.
Origem e identidade
Fundada quando seus integrantes ainda estudavam na NICA, a companhia passou os quatro primeiros anos produzindo de forma “acidental”, descreve Mann. O nome Na Djinang significa “mãos e pés” na língua Wakka Wakka e reflete o uso de circo, dança e teatro físico para contar histórias.
Busca por um circo “blak”
Após turnês regionais, nacionais e internacionais, Mann diz refletir sobre o que poderia ser um “circo blak” ou de Primeiras Nações. “O circo tradicional ocorre em arena; o contemporâneo, não. Este último é mais branco. Misturamos outras linguagens e agora tentamos descobrir os elementos que definem um circo indígena”, afirma.
Próximos passos
A companhia tirou um “ano sabático” da criação de novas montagens e só estreia trabalhos inéditos em 2026. “Estamos sonhando com as obras que faremos nos próximos cinco anos”, comenta o fundador, que cita os diretores Peter Brook e Ariane Mnouchkine como inspirações, além de ter se impressionado recentemente com “Rite of Spring”, interpretado pela The Blak Ensemble.
Imagem: Cam Mathes
Ingressos para “Of the Land on Which We Meet” estão à venda no site do Arts Centre Melbourne. Mais informações podem ser encontradas em nadjinang.com.au.
Com informações de Dance Informa Magazine
