Com a ascensão dos vídeos de destaque nas redes sociais, registrar coreografias dentro das salas de convenção tornou-se prática frequente. No entanto, a popularização das câmeras de celulares não elimina a necessidade de seguir regras claras de etiqueta. Profissionais e alunos que participam de encontros como Artists Simply Human, Streetz Dance Convention e Tremaine alertam: antes de acionar o “rec”, é preciso entender quando e como filmar.
Respeite as normas do evento
Cada convenção estabelece regras próprias sobre gravação. O diretor regional do Artists Simply Human, DJ Smart, é categórico: alunos não devem filmar durante a aula. Segundo ele, interromper o aprendizado para registrar imagens coloca em risco o ambiente coletivo e a privacidade dos participantes. “Vale mais preservar a orientação do professor do que tentar mostrar desempenho nas redes”, afirma.
O momento certo de gravar
Aluno do Dance Institute, em Austin (Texas), e eleito Teen 2025 Dancer of the Year pela Tremaine, Evan Turnley participa de mais de dez convenções por ano. A regra de ouro que ele segue é simples: sacar o telefone apenas nos últimos dez minutos de aula. “Se começamos a filmar logo após aprender a combinação, perdemos correções importantes sobre intenção e qualidade de movimento”, explica. Para Turnley, esperar até o fim garante foco total no conteúdo e mais confiança na hora de registrar a performance.
Divida o espaço com cuidado
A professora Stephanie Longo, também do Dance Institute, lembra que pais e colegas precisam manter distância do palco na hora da gravação. Aproximar-se demais distrai quem está dançando e prejudica a experiência coletiva. A orientação é buscar um ponto lateral ou ao fundo do salão, evitando interferir na dinâmica da aula.
Proteja o trabalho do coreógrafo
Integrante do corpo docente da Streetz Dance Convention, Courtney Ortiz ressalta que cada coreógrafo possui objetivos específicos. Se a combinação é utilizada em audições, por exemplo, pode haver proibição de câmeras ou de postagem em redes sociais. Além disso, qualquer vídeo publicado deve citar o criador, o estúdio e a convenção. Ortiz reforça: “Mesmo que o registro esteja impecável, a coreografia continua sendo propriedade do autor e não deve ser adaptada para competições ou recitais”.
Imagem: Internet
Priorize a experiência presencial
Embora postar um trecho perfeito seja tentador, os especialistas lembram que o principal ganho das convenções é o aprendizado ao vivo. Depois de três aulas seguidas, preocupar-se em ficar “pronto para a câmera” adiciona pressão desnecessária, observa Ortiz. Smart complementa que ouvir, observar e praticar em tempo real costuma render crescimento técnico maior do que se concentrar em autopromoção digital.
Em síntese, filmar dentro das convenções de dança é permitido em muitos casos, mas exige atenção às normas de cada evento, respeito ao espaço alheio e reconhecimento da autoria coreográfica. Seguir essas diretrizes ajuda estudantes a aproveitar o máximo do encontro sem comprometer a qualidade das aulas nem a convivência no salão.
Com informações de Dancespirit
